E LÁ VAMOS NÓS, MAIS UMA VEZ!

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26 de abril de 2017 por Lucas Rafael Chianello

Por Mara Aline Oliveira, trabalhadora brasileira.

Graças à santíssima trindade: Temer, Eunício (Senado) e Rodrigo Maia (Câmara), o céu dos desmontes, das deformas e extinção de direitos sociais é o limite!

É doído e amargo falar sobre as principais alterações nos 117 artigos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). E, nesse ponto, ressalto que a destruição da Justiça do Trabalho vem sendo trabalhada com zelo, principalmente pelo Sr. Dr. Presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra da Silva Martins Filho, o qual defende publicamente a terceirização irrestrita e a prevalência do negociado sobre o legislado. Em resumo, um escravocrata de toga! Não bastasse, a Justiça do Trabalho sofreu grandiosos cortes orçamentários no desgoverno Temer.

Simplificando, a estrutura da Justiça do Trabalho está sendo precarizada para que o trabalhador seja jogado na cova dos leões do capital.

Ao falar de reforma trabalhista, vale lembrar, meus amores, que as alterações pretendem autorizar que as negociações coletivas prevaleçam sobre a lei e isso não é nada favorável à nós, trabalhadores. Atualmente, a regra é que se negocie acima da lei, ou seja, para garantir melhores condições de trabalho. Com a reforma, será permitido que se negocie abaixo da lei e, consequentemente, conquistas legais fruto de muita luta não serão respeitadas. É o tal do negociado sobre o legislado!

Os sindicatos patronais poderão fazer acordos coletivos sobre suas férias, jornada de trabalho e outros direitos. E vocês sabem, né? Onde há muito dinheiro, ninguém se importa com as condições do trabalhador.

A reforma permitirá que 13 direitos trabalhistas sejam negociados sem a interferência do sindicato da categoria, desrespeitando, assim, a representatividade dessas entidades e expondo o trabalhador a negociações que não o representem.

Haverá ampliação da duração do contrato temporário de trabalho de três para seis meses, aumentando o tempo de exposição do trabalhador à um vínculo precário sem garantias trabalhistas.

Pretende-se o fim da contribuição sindical, o que, lamentavelmente, levará pequenos sindicatos à morte e mitigará a luta coletiva.

Não para por aí…

A “modernização da CLT” que eles pregam significa “nova era escravocrata”.

ChaplinAo fim, se você não concorda comigo, procure suas próprias informações, mas acorde pra vida porque seremos apenas chãos de fábrica apertando parafusos em “Tempos Modernos” (mas ninguém será o Chaplin).

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