SEGUNDA CARTA ABERTA AO PREFEITO MUNICIPAL DE POÇOS DE CALDAS, ELOISIO DO CARMO LOURENÇO

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20 de agosto de 2016 por Lucas Rafael Chianello

Inicialmente publicada no Jornal da Cidade

Prezado Eloisio, vamos à luta novamente. Depois de tenebrosa ditadura, temos a oportunidade de irm€os às urnas de quatro em quatro anos para escolhermos quem fará as políticas públicas do próximo período. Esperamos que os que cultuam o pato plagiado da FIESP não acabem com esse salutar costume em razão do triste e frágil processo de impeachment que a presidenta Dilma responde. E por que mais quatro anos seus e do PT, Eloisio? Vejamos.

O nosso querido e lendário companheiro Paulo Tadeu, em quem votarei para vereador, ao referir-se ao histórico da esquerda, recordou da luta contra o absolutismo. E foi justamente nesse contexto que surgiu a diferença entre esquerda e direita, pois na Assembleia dos Estados Gerais, em 1.789, a nobreza sentou-se à direita do rei, enquanto o chamado terceiro estado, representado pelas parcelas da população que não faziam parte nem da nobreza e nem do clero, sentou-se à esquerda. Por isso somos de esquerda: representamos o povo.

Ao longo da história, essa divisão passou a referir-se aos que se aderiram e se opuseram ao capitalismo e à ausência de Estado. Portanto, seu governo foi, histórica, política e sociologicamente, de esquerda, pois dele nasceram políticas públicas voltadas ao povo economicamente menos favorecido de nossa cidade.

As reformas pontuais na UPA e sua entrada em operação (o equipamento público que se constrói e deixa parado chamamos de “elefante branco”), a construção e entrada em operação das UBSs, os 10 médicos cubanos e os cinco residentes do Provab alocados em nossa cidade mais a inserção de alunos da escola pública no ensino de tempo integral são medidas governamentais nos âmbitos da saúde e da educação afim de proporcionar bem estar com a maior presença possível da esfera pública em nossas vidas. É para isso que existem governos!

Portanto, companheiro Eloisio, minha escolha não poderia ser outra. Se fosse para elencar todas as medidas de seu governo que melhoraram a vida da população, eu precisaria pedir a esta empresa de comunicação não um espaço nesta coluna, mas toda a edição do jornal, de modo que convido toda a população poços-caldense a conhecer o que foi realizado e o que vamos realizar, caso, humildemente, nos permitam mais quatro anos, pois nas palavras da presidenta Dilma, “Sentar na cadeira, antes, dá azar”.

Querido Eloisio: sua formação na Igreja Católica nos recorda que hoje o mundo vira seus olhos ao Papa Francisco, um líder espiritual mais político do que clérigo. E sensato. Parafrasearam-no recentemente com a frase de que pontes devem ser construídas, mas o programa político que defendem, aliados a quem até ontem se dizia mais de esquerda do que nós, é a chamada “austeridade”, uma nova versão do neoliberalismo condenada pelo mesmo Papa Francisco, que recentemente disse: “A pátria não se vende.”

Na audiência pública referente ao repasse do Grupo DME à Prefeitura, você disse a maior frase que um prefeito de nossa cidade poderia dizer: “A maior joia de Poços de Caldas é o seu povo.” Nas palavras de José Martí, em complemento ao Papa Francisco, “A pátria é a humanidade”. Eu tenho certeza de que será você que jamais venderá o nosso povo, pois tua trajetória de vida não nega que você também é homem do povo.

Como não nos vendemos, também não venderemos Poços de Caldas. Espero que nos deem a chance de continuar. Rumo à vitória!

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