GUIA PARA A ESQUERDA SOBRE ELEIÇÕES PARA MESAS DIRETORAS

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14 de julho de 2016 por Lucas Rafael Chianello

Rodrigo Maia (DEM/RJ) é o novo presidente da Câmara dos Deputados.

Luiza Erundina (PSOL/SP), como qualquer outro, sabe que não teria a menor chance num legislativo que elege Eduardo Cunha (PMDB/RJ) ainda num primeiro turno de votação semelhante a de ontem.

Espertos foram Erundina e o PSOL, que capitalizaram politicamente para desgastar Fernando Haddad (PT) na corrida pela Prefeitura de São Paulo.

Olof Palme, ao comentar sobre a guerra do Vietnã, dizia que tínhamos de dar às coisas os nomes que elas tem.

A atitude de Erundina e do PSOL tem um nome: patifaria.

Tentemos, ao menos, ser lúcidos.

É culpa do Partido dos Trabalhadores Rodrigo Maia ter sido eleito?

Não.

É culpa do Partido Comunista do Brasil Rodrigo Maia ter sido eleito?

Não.

É culpa do Partido Socialismo e Liberdade e da bravata sobre o nome da Erundina Rodrigo Maia ter sido eleito?

Também não.

Após eleições, formada a correlação de forças no poder legislativo de qualquer país que tenha congresso, assembleia ou parlamento uni ou bicamerais, não existe universo além disso.

É nítido que o Congresso brasileiro eleito no dia 05/10/2014 é fator de ingovernabilidade.

Luiza Erundina, Ivan Valente, Chico Alencar, Jean Wyllys, Jandira Feghali, Orlando Silva, Wadih Damous, Henrique Fontana, Paulo Pimenta, Maria do Rosário, Padre João, Margarida Salomão, etc, nenhum deles terão o espaço que merecem neste atual Congresso.

Aliás, cadê a turminha de junho de 2013 para protestar “contra isso que está aí?”

O terreno nunca foi tão fértil para esse discurso.

Faltou sobriedade nos meios de comunicação alternativos e nas redes sociais quando pulularam Erundina como salvadora da pátria esquerdista.

Não se sai do quadrado da correlação de forças legislativas em eleição para mesa diretora.

Muito pelo contrário.

Eleições de mesas diretoras sempre reafirmarão a correlação de forças presentes na composição legislativa.

Sair do quadrado não é votar em Erundina para presidenta da Câmara dos Deputados, por mais que ela mereça.

Sair do quadrado é fazer revolução.

Ou lutar pela reforma política que contemple o financiamento público de campanhas e o voto no partido, em lista pré-ordenada, para cargos proporcionais.

No Brasil atual, o regime presidencialista torna-se impraticável pelo Congresso.

O impeachment é apenas a cereja do bolo.

Eduardo Cunha, Rodrigo Maia, a própria sessão de admissão do impeachment e a votação na mesma sessão legislativa da redução da maioridade penal demonstram que a atual correlação de forças do Congresso Nacional é fator de ingovernabilidade.

Se estamos num parlamentarismo às avessas, é bom que se recorde que nos regimes parlamentaristas dissolve-se o legislativo, e não o executivo, em caso de ingovernabilidade.

Até uma nova correlação de forças congressuais, os cunhistas vão fazer a farra.

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2 pensamentos sobre “GUIA PARA A ESQUERDA SOBRE ELEIÇÕES PARA MESAS DIRETORAS

  1. E qual realidade é considerada quando a direita deflagra um golpe de Estado?

  2. João Luiz Tavares disse:

    Quando a realidade entra em conflito com o PT (Petê), o PT descarta a re-a-li-dade.

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