CARTA ABERTA AO ADRIANO TOKINHO: A MAIORIDADE DA SELENIKE

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12 de julho de 2016 por Lucas Rafael Chianello

Prezado Adriano Tokinho;

Desde sempre você recorda o fatídico dia 12/07/1998. Sempre que nos falamos pessoal ou virtualmente e o assunto é futebol, em algum momento aquela final de Copa faz parte das suas lembranças.

Eu poderia, Tokinho, iniciar esta postagem com um Allez Les Bleus, mas quando você assiste A Batalha de Argel, Os Rebeldes do Futebol, toma conhecimento de que quase tudo o que tem no Louvre foi pilhado, lê que foi assistindo aos “interrogatórios” da guerra de independência da Argélia que a ditadura daqui aprendeu a “interrogar” e que o exército francês massacrou a população de Sétif após o final da Segunda Guerra, não tem como não concordar com Ibrahimovic: “A França é uma merda de país.”

A mídia golpista, inclusive a desportiva, nos vendeu que aquela seria a Copa do Fênomeno, que no final das contas não fez nenhum gol decisivo. Nas partidas mais difíceis, Rivaldo foi decisivo contra a Dinamarca e Taffarel levou a CBF (Corrupção Brasileira do Futebol) à final depois da dramática partida contra a Holanda.

Naquele dia 12/07/1998, sequer a França brilhou. A Marselhesa foi cantada devido aos gols marcados por um argelino, sobrinho de Djamel Zidane, que junto com Rabah Madjer, Lakhdar Belloumi e Salah Assad integraram o time da Argélia, treinado pelo lendário Rachid Mekhloufi, na Copa de 1982.

Ronaldo Barthez

Tudo não tinha passado de um mal entendido antes da partida. Até o choque com uma bola disputada no alto com Barthez…

Naquele dia 12/07/1998, o tal Fenômeno, que ainda não tinha brilhado, não entraria em campo. Forças ocultas, reveladas depois na CPI do Futebol, o escalaram. As mesmas forças ocultas que depois cassaram a publicação do relatório da CPI do Futebol transformado em livro pelo Aldo Rebelo (PCdoB) e pelo Silvio Torres (PSDB). As mesmas forças ocultas que provocaram o Supremo Tribunal Federal para que o relatório da CPI do Futebol não mais constasse dos anais do Congresso Nacional.

Resultado final: os 3×0 robespiérricos, com dois gols de larga testa e já alguma calvície argelina, ensinaram-me, do alto dos meus ainda 12 anos de idade, que a tal seleção da CBF, ou Selenike, representam tudo, menos o povo brasileiro.

Há 18 anos, caro Tokinho, que por aqui não tem dessa de “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor.” Pelo menos não por causa de 11 conterrâneos que dizem nos representar, mas não representam.

Um grande abraço para você e vamos conversar mais sobre isso e outras coisas numa mesa de bar com suco de cevada.

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Um pensamento sobre “CARTA ABERTA AO ADRIANO TOKINHO: A MAIORIDADE DA SELENIKE

  1. Carissimo Lucas Rafael Chianello em 12/07/1998 nao torci para Franca… enquanto o arbitro da partida nao apitou o final, eu nao desisti de torcer para os “Canarios”. Soh que qdo estou vendo jogos de futebol, estou apenas vendo jogos de futebol, nao levanto bandeiras separatistas nem tao pouco me importo com o Estado (Governo), coisas que faco no meu dia-dia, nao levantar nenhum tipo de bandeira separatista… Tb nao sou a favor do massacre frances, mas se em pequenas coisas como o futebol a PATIFARIA ja rola solta, imagina vc em determinados setores q realmente importam para a nossa Nacao, em virtude desta PATIFARIA nao mais torco para os “Canarios”…

    PS 1: Zidane, Benzema e Ribery nao cantam a Marselhesa…
    PS 2 : CERVEJA GELADA SEMPRE SERA BEM VINDA !!! VAMO PRO BAR !!!

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