FORMATOS DE CLASSIFICAÇÃO

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2 de abril de 2016 por Lucas Rafael Chianello

Em primeira pessoa

Assisti os primeiros minutos da classificação do GP do Bahrein. Foi a primeira vez que vi esse novo formato, no qual a cada 90 segundos, nas três fases, o último piloto é eliminado.

O formato entrou em vigor no GP da Austrália, que abriu a temporada. Reprovado por todos, insistiu-se com ele no Bahrein. Nova saraivada de críticas.

Quando comecei a assistir as corridas, o treino de classificação tinha uma hora e no final a ordem de largada era conforme os tempos mais rápidos. Em algumas temporadas havia uma pré-classificação na sexta-feira devido ao alto número de equipes.

Até que algumas mudanças de regras na temporada de 2003 introduziram um novo formato da tomada de tempos: na sexta-feira, os pilotos faziam uma volta rápida cada um, na ordem de classificação do campeonato, para que no sábado, em ordem invertida, cada um fizesse sua volta e assim tivesse a definição do grid de largada.

Em 2004 lascaram com tudo: mesmo método, porém tudo no sábado.

De todos os formatos que já tivemos, esse da temporada 2003 foi o mais interessante para mim.

Para o público era dinâmico: todo carro tinha a sua vez e por uma volta podíamos conhecer cada carro e cada piloto. E para os pilotos era um desafio: só uma volta para andar rápido e conseguir um bom lugar no grid conforme o peso do carro, pois naquela época havia o reabastecimento.

O episódio mais interessante desse formato de classificação foi no GP da França, em Magny Cours. Na sexta-feira, as equipes grandes foram à pista com chuva. No decorrer do treino, parou de chover e a simpática Minardi, com pista seca, fez os dois melhores tempos, com Jos Verstappen e Justin Wilson, o que lhes deu o direito de fechar o treino no dia seguinte, que teve dobradinha da Williams com Ralf Schumacher e Montoya.

No final prevaleceu a ordem de forças, mas o simpático time de Faenza viveu um dos seus poucos momentos de protagonismo da mais alta categoria do automobilismo mundial. “Não foi nenhuma surpresa. Mas ninguém vai tirar aquele momento mágico que vivemos na sexta”, declarou o australiano Paul Stoddart, magnata australiano da aviação que na época era o dono da equipe e demonstrava gostar muito de corridas.

O complicado do automobilismo é construir e desenvolver carros. Basta um pouquinho de bom senso e vontade para termos um novo formato de classificação interessante para todos: público, equipe e pilotos.

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