O QUE CELEBRAR NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER?

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8 de março de 2016 por Lucas Rafael Chianello

Num país extremamente patriarcal e autoritário como o Brasil, recordar o Dia Internacional da Mulher é pensar que se trata de mais uma data para se dar flores e perfumes.

Entretanto, é uma data de luta para se recordar que as mulheres são o sexo oprimido e, por isso, sujeito de direitos.

Na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, celebrava-se o Dia de Luta da Mulher Trabalhadora.

Lyudmila Pavlichenko, heroína da luta contra o nazismo, o maior regime desumano da história.

Lyudmila Pavlichenko, heroína da luta contra o nazismo, o maior regime desumano da história.

Naquele país, diversas mulheres tiveram uma atuação destaca em sua história: Alexandra Kollontai, líder bolchevique; Valentina Tereshkova, a primeira mulher que foi ao espaço e Lyudmila Pavlichenko, franco-atirada de vital importância na vitória da Grande Guerra Patriótica sobre a Alemanha Nazista.

O Dia Internacional da Mulher é para recordarmos que a mulher tem direito a uma vida sem violência de qualquer natureza em suas relações conjugais.

Numa América do Sul luso-hispânica veementemente machista, Dilma Rousseff, Cristina Kirchner e Michelle Bachelet são presidentas de países onde durante muito tempo a mulher não podia votar.

Claro, não se pode esquecer da alemã Olga Benário, comunista alemã presa no Brasil na década de 1930 e extraditada para a Alemanha Nazista após o Supremo Tribunal Federal negá-la um habeas corpus. Olga morreu num campo de concentração.

E por que não recordar a luta pela descriminalização do aborto? Ora, o aborto masculino há tempos é legalizado. Não há prisão civil para devedor de pensão alimentícia, pouco menos prisão comum para abandono de incapaz que impeça muitos machos deixarem mulheres e filhos abandonados à própria sorte.

Estima-se que 123 mulheres morreram no dia 25 de março de 1911, em Nova Iorque, queimadas vivas após um incêndio na fábrica da empresa Triangle Shirtwaist. Naquela época, lutava-se por redução da jornada de trabalho, que era de 16 horas, e pela equiparação do salário feminino com o masculino, até que em 1977 a ONU (Organização das Nações Unidas) determinou o 8 de março como Dia Internacional da Mulher.

Não há dúvidas, portanto, de que se trata, na verdade, de uma data de reflexão sobre o que devemos fazer e mudar para que a emancipação da humanidade termine com a subjugação feminina.

Acima de tudo, o Dia Internacional da Mulher é uma data para recordar que a luta pelos justos direitos das mulheres nasceu no seio da classe trabalhadora.

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