TIME MODORRENTO, TORCIDA COXINHA

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14 de fevereiro de 2016 por Lucas Rafael Chianello

Publicamos neste Blog Chianéllico, durante a semana, que (resumidamente) perder para o Atlético MG é normal e que na partida de hoje contra o Uberlândia, caberia aos torcedores da Caldense comparecerem em massa para apoiar o time.

Nem vitória, nem comparecimento em massa.

A partida

Esqueçam a perspectiva criada mesmo com a derrota para o Atlético MG, a menos que um choque de realidade renove as esperanças na próxima rodada.

O esquema tático é: um bando de pseudo-Pirlo na zaga e na cabeça de área misturado a um monte de enceradeira no meio campo que ou se escondem na marcação, ou tocam a bola para trás.

E o pior: a partida de hoje é aquela que chamamos “de seis pontos.”

Se o Uberlândia terminar a fase de classificação na frente da Caldense, é ele que vai para a Série D.

A cultura da crucificação do treinador precisa mudar no futebol brasileiro, mas se não derem o boné para o Gian Rodrigues, a perspectiva de quem queria a Série D será uma sôfrega luta contra o rebaixamento.

A torcida

Na descoberta, a geral, ficam os torcedores mais animados, enquanto que na coberta ficam os mais contidos.

Óbvio que na história há vários episódios de Estádio Municipal lotado e festa da torcida.

Não só o Estádio Municipal, como também o Melão, em Varginha (MG), na finalíssima do ano passado.

Porém, exceções não podem ser tratadas como regra.

A priori, não há uma identificação da Caldense com os poçoscaldenses como há de outras populações do interior com os clubes de suas cidades.

Basta ver como em pouco tempo o extinto Poços de Caldas Futebol Clube, o Vulcão, penetrou-se no coração dos torcedores da cidade durante o tempo em que existiu.

Em regra o torcedor da Caldense é acomodado.

Ainda mais em partidas nas quais a coberta dos contidos fica mais ocupada do que a geral dos animados, como foi hoje.

O torcedor da Caldense não faz festa, comparece a eventos.

Hoje, seu maior cântico, que há tempos já perdeu a graça, é xingar “Ôôôôôô… bicha!” o goleiro adversário na hora do tiro de meta para se ouvir o efeito acústico da coberta dos contidos.

Em campo e fora dele a atuação hoje foi uberlandense, com direito a “silêncio no chiqueiro” e tudo.

O time não empolgou, é verdade.

Porém, no dia que quiserem acabar com o futebol, bastará suprimir as arquibancadas, pois nas palavras de Eduardo Galeano em Futebol Ao Sol e à Sombra, O futebol é a única religião que não tem ateus.”

Torcedor que é torcedor indigna-se com a derrota.

Não são nem capazes de disputar a garganta contra a reduzida torcida adversária para protestar contra um time modorrento e um treinador míope.

O torcedor da Caldense é a versão sulfurosa daquilo que uma vez Felipão chamou de turma do amendoim.

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