CABEÇA ERGUIDA, VETERANA!

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11 de fevereiro de 2016 por Lucas Rafael Chianello

Depois de anos disputando apenas o Campeonato Mineiro, 2015 foi uma temporada totalmente diferente na história da Associação Atlética Caldense. Formada a equipe, ninguém esperava um desempenho tão marcante. Até os 30 minutos do segundo tempo da fatídica final disputada em Varginha (MG), onze cobras muito nossos que vestindo a cor de Poços eram campeões mineiros invictos, até o bandeirinha não ver Jô impedido no gol que tirou a invencibilidade daquele fortíssimo escrete e fez do glorioso Clube Atlético Mineiro campeão mais uma vez.

Como todos esperavam apenas mais uma temporada de três meses, os curtos contratos com os atletas daquele time expiraram. Houve um desmanche e a corajosa atitude da diretoria em decidir disputar o Campeonato Brasileiro da Série D causou uma reformulação.

Faltou pouco. Em empates por 1×1 contra o Ypiranga, no Estádio Municipal em Poços de Caldas (MG) e no Colosso da Lagoa em Erechim (RS), o terceiro maior daquele Estado, a Caldense, cuja pretensão era apenas participar mais uma vez do Campeonato Mineiro, por pouco não obteve o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro após ser derrotada nos pênaltis.

A campanha do Campeonato Mineiro do ano passado, que ficará para sempre no coração do torcedor poçoscaldense, ainda está no imaginário de todos. Porém, é preciso entender as limitações.

Bernardo Gleizer, então jornalista do diário esportivo Lance!, certa vez escreveu algo muito sensato: não existe time pequeno ou grande, mas sim de maior ou menor investimento. Isso é o que sempre fez e fará da Caldense um Davi quando enfrenta um Golias como o Atlético MG ou o Cruzeiro.

A derrota de ontem para o Galo não pode ser motivo de desânimo, desespero ou abalo moral. Apesar de ser um clube de investimento muito menor, é perceptível que a Caldense tem, sim, um bom time à altura do seu objetivo: o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro ao final da temporada.

Não é hora de queimar os atletas, tampouco a diretoria, e fazer a propaganda do caos. É preciso que a comissão técnica apenas faça as correções táticas necessárias e transmita confiança ao elenco.

A Caldense mudou para muito melhor. As perspectivas hoje são outras. Nestas imensas Minas Gerais, sempre foi e sempre será respeitada como um dos grandes clubes do interior do Estado, senão o maior. Disputaremos uma eliminatória de Copa do Brasil contra a Ponte Preta de Campinas (SP) e temos um objetivo de novamente ir à Série D para buscar o acesso à C.

Jogadores treinam na Toca da Raposa antes de partida contra o Atlético MG. Créditos: site oficial da Caldense.

Jogadores treinam na Toca da Raposa antes de partida contra o Atlético MG. Créditos: site oficial da Caldense.

A palavra de ordem é comparecer ao Estádio Municipal no próximo domingo e empurrar o time contra o Uberlândia, cientes do respeito que devemos a um adversário de notória projeção no Triângulo Mineiro, mas certos de que no futebol só não haverá marasmo e pessimismo para aqueles que se dão a obrigação de ganhar, seja qual for o seu nível.

Arriba, Cardensia!

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