30 ANOS EM 30 DIAS – ANO 28 – MUDANÇA, SINTOMA DE MAL HUMOR

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13 de janeiro de 2016 por Lucas Rafael Chianello

As mudanças de cidade do editor-chefe não foram tão ruins assim porque pouca coisa precisou ser feita. Algumas malas de roupas, outras malas de livros e revistas e pronto, basta o teto. Porém, depois de pouco mais de um ano e alguns meses no bairro do Piracicamirim, em Piracicaba (SP), lá foi o editor-chefe mudar para a Rua São João, perto da rodoviária.

Haja saco! Além das roupas e dos livros, móveis, colchões e toda a trapizonga que precisamos mover para sair de um lugar ao outro. A relação do editor-chefe com a paciência é uma coisa meio estranha. Totalmente impetuoso até os primeiros anos da maioridade, com o tempo passou a ser mais compreensivo e tolerante com algumas situações. Porém, por alguns motivos a paciência do editor-chefe diminuiu bruscamente e para ajudar, uma mudança na qual dessa vez TUDO tinha de ser removido.

Mudança essa que ocorreu em meio a Copa do Mundo no Brasil. Inspirado pela história de Rachid Mekhloufi e o combinado da Força de Libertação Nacional documentado em Os Rebeldes do Futebol, o editor-chefe, que já havia assistido A Batalha de Argel, não pensou duas vezes em se apaixonar propositadamente pelo futebol revolucionário argelino.

Este Blog Chianéllico publicou alguns textos durante o tempo da Copa do Mundo, nos quais se pode aprender um pouco sobre o futebol argelino. Porém, o mais legal de tudo foi o editor-chefe, longe dos amigos de toda a vida no interior de São Paulo, ter conhecido o Rachid Belarbi, repórter do Libertè-Algerie.

Como foram boas aquelas horas de aguardo e recepção do selecionado argelino em Viracopos, nas quais muito se falou das expectativas da Argélia para a Copa, da luta pela independência, de Ben Bella ter sido o primeiro presidente após a independência e claro, de Rachid Mekhloufi, o que levou o querido Rachid a escrever uma nota sobre o editor-chefe no jornal, em francês.

A mudança para a nova casa ocorreu justamente no dia da estreia da Argélia contra a Bélgica, partida que o editor-chefe assistiu com o seu pai. Por pouco a retranca de Vahid Halilhodzic não deu resultado. Mas valeu a pena. Mesmo eliminada pela Alemanha, na prorrogação, a Argélia despediu-se de forma honrada da Copa.

Meses depois viriam as eleições. Na era do wi-fi, não restou alternativa ao editor-chefe contribuir para uma duríssima reeleição de Dilma Rousseff através da internet.

A vida requer as coisas encaradas frente a frente, olho no olho. Enquanto muitos, sob a alegação do calor da emoção, publicavam não aguentar as provocações da direita durante os debates, lá estava o editor-chefe, comentando fala por fala dos principais trechos nos quais Dilma saiu vencedora, com dificuldade de falar e tudo.

No dia da vitória, com o título de eleitor ainda em Poços de Caldas (MG), nada melhor do que extirpar a sensação de impotência e isolamento na Praça Pedro Sanches, na estátua do peladão, junto de companheiras e companheiros, ao som, à capela, d´O Baile do Pó Royal.

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