30 ANOS EM 30 DIAS – ANO 25 – AMOR

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12 de janeiro de 2016 por Lucas Rafael Chianello

Rio de Janeiro (RJ), início do campeonato carioca. Na preliminar, no Engenhão, Botafogo X Duque de Caxias. No jogo de fundo, Fluminense X Bangu.

O editor-chefe, com tios e primos, foi assistir a estreia do Botafogo no Campeonato Carioca. Sim, estaduais estão cada vez mais sucateados, desvalorizados e o futebol brasileiro nunca esteve num nível tão baixo quanto às suas competições nacionais.

Mas valia a pena. O editor-chefe ia ao estádio para ver o Botafogo ao vivo e em preto e branco pela primeira vez. Porém, partida difícil de início de temporada com o Duque de Caxias a frente após pênalti cobrado por Somália. O Botafogo permanecia com o esquema retrancado do ano anterior e tudo era mais difícil. A virada veio, com a lenda Loco Abreu, também de pênalti e o talismã Caio, que depois não conseguiu mais se firmar no futebol brasileiro.

Polêmica à vista. Ao final do jogo, na beira do gramado, Loco Abreu reclama aos repórteres do ferrolho de Joel Santana e a equipe da lendária cavadinha ficaria sem um dos seus heróis do estadual do ano anterior. Sobrou para o técnico.

Semanas depois, o editor-chefe iria a Poços de Caldas (MG) e Piracicaba (SP) para passar o carnaval. Tudo já estava combinado quando seus tios lhe pedem:

– Seus primos vão e não terá lugar no carro. Você pode ir de ônibus?

– Sim, posso.

Ônibus tomado até Poços de Caldas, dois dias na cidade e depois o encontro com o pai e um dos tios na rodoviária de Campinas (SP). Programa de carnaval: automobilismo. Documentário da IstoÉ sobre o Senna, dizer para o pai que Vettel seria campeão com sobras naquele ano (o que ocorreu com sobras) e uma ida a um kartódromo que faz um dos primos segurar para não rir do sotaque piracicabano do frentista do posto na hora de pedir informações.

Quando chega a hora de ir embora, lá foi o editor-chefe de volta para Juiz de Fora ao tomar o ônibus em Piracicaba. Uma parada em Americana (SP) mudaria tudo.

Uma mulher despede-se da família e sobe no ônibus. Diz educadamente ao editor-chefe que o lugar da janela era o seu. Nenhum problema, até porque o plano era dormir até Juiz de Fora. Um cochilo até Campinas e a mulher que sentou-se ao lado do editor-chefe precisou descer do ônibus para etiquetar a mala. Quando ela volta, o editor-chefe pergunta:

– Com licença, para onde você está indo?

– Juiz de Fora.

Dali em diante a conversa fluiria de tal maneira que para quem tinha planos de dormir toda a viagem, o sono veio somente depois de Campanha (MG), o que numa viagem de Piracicaba para Juiz de Fora, para quem tinha de trabalhar no outro dia, era praticamente passar a noite em claro.

O editor-chefe e a mulher trocaram telefone, conversaram sobre suas vidas, suas profissões, sobre acontecimentos recentes, passaram a se encontrar com frequência em Juiz de Fora, foram ao cinema juntos…

Quando os tios do editor-chefe pediram para que ele viajasse de ônibus, fizeram com que ele conhecesse a amor de sua vida.

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