30 ANOS EM 30 DIAS – ANO 18 – MAIORIDADE, FACULDADE E ELEIÇÕES

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2 de janeiro de 2016 por Lucas Rafael Chianello

Novas mudanças bruscas. Talvez a mais brusca, mas a que menos percebemos: atingir a maioridade. Ficamos doidos para completar 18 anos e dizer a todos que a partir daquele momento a lei prescreve que é conosco que se deve falar para se resolver os problemas. Mas ainda moramos com os pais, dividimos um espaço com a família, não contribuímos para arcar com as despesas de casa e continuamos, sim, devendo satisfação de onde estamos e para onde vamos. No final, tudo não passa de maioridade civil. A vida tem dimensões além da ordem jurídica. Continuamos dependentes como sempre.

Tão logo formou-se no ensino médio, o editor-chefe ingressou no curso de direito da PUC-Minas. Em Poços de Caldas, mesmo. Era um mundo novo. Lugar diferente, pessoas diferentes, propósitos diferentes, algo com o qual o editor-chefe não chegou a deslumbrar-se, mas desiludiu-se com o tempo. O mais marcante daquele primeiro semestre de faculdade foi assistir Além do Cidadão Kane na aula de Política.

Aos 18 anos o editor-chefe foi, também, um cabo eleitoral nada suspeito. Depois de contribuir como Secretário Municipal de Planejamento por pouco mais de um ano na administração do Paulo Tadeu (PT), seu pai foi candidato a vereador. Tudo foi acompanhado ali, de perto. Na, digamos, pré-campanha, diversas reuniões com apoiadores em casa. Depois, quando a campanha começou, comitê aberto todo dia de manhã. Almoço, santinho na mão e algum bairro para panfletar a tarde. Um ou outro comício a noite, nos quais o editor-chefe nem sempre podia estar presente por causa da faculdade. Nos finais de semana, alguma carreata, alguma passeata.

Ao final de tudo aquilo, a duríssima lição de que a derrota na política é uma das piores que podemos ter quando os objetivos são nobres. O Paulo Tadeu não obteve a reeleição e o pai do editor-chefe, com 545 votos, ficou apenas como segundo suplente. E realmente o aprendizado não foi outro. É ruim, é muito ruim perder. Ficamos de cabeça inchada, nos sentimos sem chão para pisar, temos muitos mais perguntas do que respostas em nossas mentes e chegamos no mais fundo dos limbos quando a sensação de impotência se junta à inútil esperança do alívio que não vem.

Ainda sim, nada que impedisse a família do editor-chefe criar novas perspectivas e recomeçar de cabeça erguida e sorriso no rosto.

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