30 ANOS EM 30 DIAS – ANO 16 – LULA LÁ

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31 de dezembro de 2015 por Lucas Rafael Chianello

Quando o editor-chefe tinha 16 anos de idade, o Grande Prêmio do Brasil ainda era prova de início de calendário. Naquele ano, finalmente o sonho realizado de ir a Interlagos. Àquela altura, Montoya já era o apelido dado pelos colegas (ou pelo próprio editor-chefe, a si mesmo) por causa da devoção na torcida pelo piloto colombiano. Uns gostavam de já frequentar baladas. Outros, de assistirem o Casseta & Planeta para comentar na escola, no outro dia, aquilo que não tinha a menor graça. Alguns, ainda, já pensavam em namorar sério.

Gostar de F-1 e irritar a todos falando do Montoya o tempo todo fazia o editor-chefe se sentir bem e diferente de todos. Mas tinha uma dose de seriedade nisso. Numa predominância europeia na F-1 desde a morte de Senna, Montoya era sul-americano e não baixava a cabeça para o Schumacher. Enfrentava de igual para igual. Valia a pena apostar nele.

Na última vez em que o Brasil venceu uma Copa, as peladas de domingo no Parque Municipal ensinavam ao editor-chefe que é preferível jogar a assistir. E assim o futebol midiático, embrião do neo-futebol, passou a ser cada vez menos influente em sua vida. Um horizonte de novas coisas se abriam. Principalmente a música e os Beatles, nas aulas de violão.

Já desestimulado na escola, saturado da rotina que ainda teria dois anos para terminar, o editor-chefe aprendeu na Feira do Conhecimento de um colégio particular que Fidel não era ditador e que Cuba era, sim, socialista. Como era rico aquele trabalho no qual os estudantes conseguiram destinar uma sala somente para explicar o que era socialismo utópico, socialismo científico e como a Revolução Cubana transformou um quintal dos Estados Unidos em excelência em saúde e educação.

Conscientizado politicamente, o editor-chefe tornou-se eleitor aos 16 anos de idade. Sua consciência de filho de operário e estudante de escola pública não lhe davam alternativa. Primeiro voto, Lula final, justa e historicamente eleito. Dali em diante o Brasil nunca mais seria o mesmo. Estava aberto o caminho para que as pessoas tivessem o que comer, onde morar, o que vestir e ganhar melhor.

Na comemoração, lágrimas de emoção ao poder votar aos 16 anos, eleger o primeiro presidente operário e recordar de uma foto da mãe e do avô com uma fita das Diretas Já na cabeça.
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Esta é a última postagem deste 2015. O Blog Chianéllico anuncia que será bem mais atuante em 2016. Terminaremos a série 30 Anos em 30 Dias, teremos um mês de janeiro ainda nos mesmos moldes de como temos atuado para que de fevereiro em diante passemos a atuar a partir de uma nova organização dentro do blog.

Desejamos a todas e a todos um feliz ano novo.

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