30 ANOS EM 30 DIAS – ANO 13 – ALUNO BAGUNCEIRO

Deixe um comentário

29 de dezembro de 2015 por Lucas Rafael Chianello

Uma das coisas que fez o editor-chefe continuar se achando gente grande foi o fato de ter começado a trabalhar, ainda aos 12 anos. Os poçoscaldenses que frequentavam o centro da cidade podem ter certeza que muitos dos cartazes de divulgação de tele-bingos, nos estabelecimentos comerciais, eram fixados pelo editor-chefe.

Porém, como o editor-chefe ainda era muito criança e não tinha as responsabilidades que achava que tinha, o melhor caminho com certeza era o dos estudos. Sua avó materna, já residente em Poços de Caldas (MG), foi mais do que generosa ao ofertar-lhe cursar inglês, algo que faz diferença até hoje na vida do editor-chefe em diversos âmbitos.

Porém, no mesmo ano em que passou a cursar inglês o editor-chefe não tinha mais o mesmo desempenho escolar. Salvo-engano, somente uma média perdida em geografia, no último semestre, quando já precisava de pouca nota para passar de ano. Ainda sim, notas obtidas não com o mesmo entusiasmo e intuito de sempre (aprender e evoluir), mas apenas para fazer o “feijão com arroz”, cumprir com a obrigação e ir embora para a casa sem prejuízo para qualquer uma das partes: pai, aluno e professores.

Quando somos mais novos dividimos nossas vidas por anos escolares. O ano da sétima série do editor-chefe foi um ano em que ele aprendeu um pouco mais do mundo fora da escola. Se por um lado o desempenho escolar não foi aquelas coisas, por outro coisas de fora do mundo casa-escola-escola-casa puderam ser melhores conhecidas: ir à pé ao centro da cidade, sozinho, com mais frequência; conhecer melhor o próprio bairro onde morava e saber que era lotado de repúblicas estudantis; ficar sabendo, de uma forma ou de outra, que nessas repúblicas, inclusive nas do prédio onde morava, festas eram feitas a rodo com sexo, bebidas, drogas e nem sempre rock´n roll; que diversas situações do cotidiano nos mostra como o mundo é ainda mais injusto do que pensamos e que temos de encarar isso de frente; que nem todos os meninos mais velhos da escola e de fora dela são esses marmanjos encrenqueiros que pensamos que eles são.

No mais, as quadras do Country Club conheceram um combinado capaz de fazer frente a qualquer time com Manoel Tobias, Vander e Falcão. Gibão (goleiro), Lucas (fixo), Álvaro (ala-esquerdo), Renatinho Maurão (ala-direito) e Carlinho (pivô) eram garantia de horas e horas dentro da quadra no esquema 10 minutos, dois gols.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: