30 ANOS EM 30 DIAS – ANO 5 – ANIVERSÁRIO, LEITURA E SALGADINHO

Deixe um comentário

21 de dezembro de 2015 por Lucas Rafael Chianello

Já na casa da Vila Togni, o editor-chefe teve uma festa de aniversário não muito difícil de lembrar, pois está gravada em vídeo. O pai vestiu-se de palhaço, a mãe passou mal, o Marquinho chegou um pouco depois dos parabéns e o Antônio Rafael subia correndo as rampas e as escadas que davam na casa, de tijolo à vista, que ficava no alto de um terreno.

A famosa casa do Joel, o proprietário, mas nem parecia que era.

O editor-chefe aprendeu a ler dentro de casa com a sua mãe, a mulher mais feliz e animada que já passou por essa Terra.

Certo dia, no Jardim II, já no colégio Jesus Maria José, a professora escreveu os nomes dos alunos no quadro. Pegou um rodo com as faxineiras para que os alunos indicassem os nomes na medida em que ela os falava. Vários alunos foram chamados e o editor-chefe ficou por último.

Uns acertavam alguns nomes e erravam outros, outros tinham mais dificuldade e erravam logo na primeira. Quando o editor-chefe foi chamado, acertou todos os nomes e de certa forma foi tido como o herói do dia pelos coleguinhas de classe. Ganhou dinheiro da professora, mas não lembra o valor. Muito provavelmente mil cruzeiros.

Enquanto estudava no Jesus Maria José, sua irmã estudava numa escola perto dali, a Casa da Criança, também conhecida como Gota de Leite. E quem geralmente o buscava na escola era o pai, que vinha do ônibus do trabalho até a Praça dos Macacos, ponto de referência entre as duas escolas.

Certo dia, depois de buscar o editor-chefe e sua irmã, o pai subiu no ônibus cheio de acessórios escolares de crianças: mochila, lancheira, etc. O editor-chefe e sua irmã, crianças, passavam por debaixo da roleta e não pagavam passagem, enquanto o pai tinha de pagar a passagem e passar pela roleta cheio de mochila, lancheira, etc.

Emperrado, o pai vê o editor-chefe interpelá-lo:

– Ô burro! Passe as lancheiras e as mochilas por cima da roleta e ande que a roleta gira!

O pai ficou com aquela cara…

Naquela época, os ônibus começaram a ter cadeiras suspensas para dois passageiros, o chamado “cadeirão”, e lá foi o editor-chefe e a irmã para sentar numa delas, a que ficava atrás do motorista. Como eram pequenos, ficavam ajoelhados e olhavam para trás com as mãos na barra de ferro acima do “cadeirão”.

Eis que nesse dia tinha uma mulher comendo salgadinhos de isopor. Ela, educadamente, pergunta para o pai:

– Posso oferecer?

O pai autoriza. A mulher coloca um ou dois salgadinhos na mão da irmã e um punhado na mão do editor-chefe, que os come vorazmente. Enquanto a irmã ainda comia o primeiro, o pai pergunta ao editor-chefe, para mostrar a todos do ônibus como educava bem seus filhos:

– Como é que fala?

E o editor-chefe não decepciona:

– Me dá mais um?

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: