NUNCA O NÍVEL FOI TÃO BAIXO

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30 de julho de 2015 por Lucas Rafael Chianello

O tempo é o senhor da razão e mostra: de 2003 a 2010, Minas Gerais perdeu.

Na tentativa nazi-fascista de colocar a política nas páginas policiais para se promover, Aécio Neves da Cunha nunca contribuiu tanto para que o assunto fosse tratado como sátiras do Sensacionalista e do Joselito Müller.

Perdidas as eleições, Aécio, à là Fluminense, tratou de ir aos tribunais para reverter sua perda, a ponto de sua equipe jurídica pedir que ele fosse diplomado no lugar de Dilma Rousseff. Apesar dos desvios de conduta de Joaquim Barbosa e Sergio Moro contra petistas, o Fluminense, ao contrário de Aécio, ao menos vence nos tribunais.

Perdidas as eleições, Aécio, na qualidade de derrotado, deu o comando: “Não vamos nos dispersar”. Após alguns atos irrisórios, no último dia 15 de março tivemos manifestações Brasil afora que a imprensa internacional chamou de desfile de ódio e preconceito. No dia 12 de abril houve uma reedição, fracassada diante da expectativa criada. Em ambas as oportunidades Aécio gravou vídeos para redes sociais, nos quais exortava a continuidade de manifestações em que Dilma foi generalizadamente xingada em meio a clamores por intervenção militar.

De nada adianta o Senador Humberto Costa (PT/PE), em texto lido em nome da bancada do PT no Senado, apelar para as tradições democráticas de Tancredo Neves. Conforme já escrevemos para o Blog Chianéllico em “A Verdade é Plena: Aécio Neves é Herdeiro da Arena”, ao assumir definitivamente o discurso golpista, Aécio invoca as tradições de seu outro lado familiar: seu pai e seu avô eram membros da Arena (Aliança Renovadora Nacional), o partido que sustentava a ditadura militar. No início dos anos 1980, com a ditadura ainda em vigor, o presidenciável derrotado foi nomeado funcionário de gabinete do seu próprio pai. Querer que alguém, criado politicamente no seio do que foi a Arena, herde as tradições democráticas, é tão apenas sonho irrealizável, algo que se confirma pelos dois atos falhos cometidos por Aécio durante a semana: primeiro, ao ser reconduzido à presidência do seu partido, o PSDB, Aécio disse que tinha sido reeleito presidente do Brasil. Posteriormente, numa entrevista para a rádio Itatiaia, disse que o PSDB era o maior partido de oposição AO Brasil.

Realmente, só pode ser oposição ao próprio país alguém que, criado politicamente no seio da Arena, reluta em aceitar uma derrota eleitoral para alguém que no passado sofreu torturas da ditadura. Relutância ainda maior por se tratar de uma mulher diariamente caluniada por termos machistas e sexistas.

Quem cala, consente, e o pior dos pecados é a omissão. Muito triste ter de tratar da sanha falso inconformista de alguém que reduz ao mais baixo nível a discussão política sobre os interesses da população brasileira, para que tudo se submeta a um projeto pessoal de tirania. De fato, oposição ao país.

Há um ano, no Mineirão, Aécio saía à francesa diante do sonoro 7×1. Porém, por mais doída que seja uma derrota dessa no país do futebol, Minas Gerais não perdeu nada com algo que, no final das contas, não passa de uma partida de Copa do Mundo e termina no apito final. Minas Gerais perdeu quando seus eleitores foram enganados ao reelegerem um projeto que se resume à usurpação do espaço público pelo benefício privado. Porém, os mineiros corrigiram o erro e elegeram Dilma e Pimentel, restando ao ex-governador revelar sua mediocridade de menininho mimado que, antidemocrático, não aceita o não da maioria.

Atualização

O presente texto foi publicado inicialmente no Jornal da Cidade no último dia 10/07/2015. Após a publicação, tivemos conhecimento de outro ato falho do inconformado ex-presidenciável tucano: ao convocar as manifestações para o dia 15 de março, disse: “A rua é do povo como o céu é do avião.”

O aeroporto de Cláudio manda lembranças.

Para saber mais sobre a postura ridícula da oposição liderada por Aécio Neves da Cunha:

HADDAD: “QUEM NÃO TEM PROJETO USA A IRRACIONALIDADE PARA INTERDITAR O DEBATE”

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