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22 de maio de 2015 por Lucas Rafael Chianello

Após as manifestações de junho de 2013, a presidenta Dilma Rousseff anunciou a criação do programa Mais Médicos. Inscrições foram abertas para que os médicos interessados trabalhassem em áreas de difícil acesso, tanto nas cidades como na zona rural. O objetivo é atender a população carente desses lugares.

Setores conservadores e economicamente privilegiados da sociedade brasileira, com forte apoio da mídia, imediatamente rejeitaram a medida. Na segunda fase de inscrição do programa, houve um considerável boicote, o que levou o governo brasileiro a firmar um contrato com a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), que delegou ao Brasil uma brigada de seis mil médicos cubanos.

Dois fatos tristes marcaram a chegada deles. Primeiro (uma pura demonstração de preconceito), foi uma postagem nas redes sociais em que uma cidadã afirmou que médicas cubanas tinham cara de empregada doméstica. Segundo, o assédio sofrido pelo médico cubano Juan Melquiades Delgado ao desembarcar em Fortaleza. Entretanto, a ajuda cubana faz com que hoje mais de 60 milhões de brasileiros tenham um médico para consultar.

Após ser hostilizado em sua chegada no Brasil, o médico cubano Juan Melquiades Delgado foi o primeiro a receber, da presidenta Dilma Rousseff, o registro para atuar no Mais Médicos. Recebeu, também, um pedido de desculpas.

Após ser hostilizado em sua chegada no Brasil, o médico cubano Juan Melquiades Delgado foi o primeiro a receber, da presidenta Dilma Rousseff, o registro para atuar no Mais Médicos. Recebeu, também, um pedido de desculpas.

Poucos sabem, mas antes do Brasil ter os cubanos no programa Mais Médicos, diversos foram os brasileiros que se formaram gratuitamente em medicina na ELAM (Escola Latino Americana de Medicina), pois no Brasil nunca tiveram condições de pagar uma faculdade particular ou estudar numa escola particular e assim terem uma boa base para os dificílimos vestibulares de universidades federais, ainda que hoje o acesso às vagas nas universidades tenham o Enem, o ProUni e o FIES como políticas públicas. Não só brasileiros, mas diversos estudantes dos mais variados países se formaram na ELAM, inclusive estudantes de medicina dos Estados Unidos. O ponto negativo disso tudo é a bancada dos planos de saúde privados e dos médicos particulares resistirem à validação, no Brasil, do diploma universitário de medicina obtido em Cuba.

Em Sicko, SOS Saúde, o documentarista estadunidense Michael Moore filma o trecho de sua visita a Cuba, na qual está acompanhado de cidadãos estadunidenses. Uma delas é uma bombeira que adoeceu de problemas respiratórios ao trabalhar nos escombros das torres gêmeas do World Trade Center após o atentado de 11 de setembro de 2001. Além de se emocionar com bombeiros cubanos que a abraçam como gesto de solidariedade, a cidadã estadunidense chora, reclama que não teria dinheiro para pagar, nos EUA, um tratamento que é gratuito em Cuba e diz não fazer sentido um remédio que ela tomava custar mais de US$ 5,00, enquanto numa farmácia cubana custava pouquíssimos centavos.

As brigadas médicas cubanas de solidariedade internacional, bem como a oferta de vagas para o curso de medicina da ELAM advém de uma frase do líder da independência cubana José Martí: “A pátria é a humanidade.” A vacina contra o câncer de pulmão recentemente desenvolvida em Cuba já é aplicada em pacientes no Peru, enquanto há poucos dias tivemos a notícia de que Cuba enviou médicos para auxiliar as vítimas do terrível terremoto ocorrido no Nepal.

Apuradas as urnas e ratificada a vitória de Dilma nas últimas eleições, a atleta do vôlei Sheilla Castro escreveu em sua conta no twitter que estava decepcionada porque o Brasil seria igual Cuba. Meses depois, um surto de ebola assola a África, para onde Cuba enviou a brigada médica Henry Reeve. Sheilla utilizou as redes sociais para discursar ódio. A brigada médica cubana Henry Reeve foi indicada para receber o Prêmio Nobel da Paz.

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