UM DIVISOR DE ÁGUAS NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

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9 de maio de 2015 por Lucas Rafael Chianello

Na presença do Ministro da Defesa Jaques Wagner, do presidente da Venezuela Nicolás Maduro e de outros chefes de Estado, Vladimir Putin, na qualidade de presidente da Federação Russa, celebrou hoje junto às tropas militares de seu país os 70 anos da gloriosa vitória do Exército Vermelho sobre os nazi-fascistas na Segunda Guerra Mundial, que os russos chamam de Grande Guerra Patriótica.

Dias atrás a emissora de TV Russian Today, na sua versão em espanhol, publicou na internet uma matéria na qual Putin contava como seus pais sobreviveram à invasão nazista. Seu pai era um operário de uma fábrica militar, se alistou como voluntário e foi incluído num grupo de sabotadores, que caiu numa armadilha. Fugiu, escondeu-se num pântano e utilizou-se de um tubo de palha para respirar. Tempos mais tarde, quando estava no hospital, parte da comida que recebia ele dava à mãe de Putin, pois a população russa sofria com a fome. Porém, como precisava se alimentar, o hospital proibiu as visitas para que os alimentos não fossem desviados. A mãe de Putin ficou jogada à própria sorte e quando o pai de Putin teve alta do hospital, foi até a casa onde moravam. Ela estava caída junto a cadáveres. Os sanitaristas iriam recolhê-la e o pai de Putin, ao constatar que ela ainda estava viva, não permitiu que a levassem, mesmo advertido de que ela iria morrer durante o caminho até algum lugar em que pudessem se alimentar. A mãe de Putin sobreviveu, mesmo carregada pelo marido, que andava de muletas.

Os pais de Putin conseguiram escapar daquilo que foi inevitável para 9 milhões de soldados e 17 milhões de civis soviéticos: a morte, consequência da agressão dos mais cruéis regimes políticos da história humana: o fascismo de Benito Mussolini e o nazismo de Adolf Hitler, que emergiu de um forte sentimento de superioridade nacionalista numa Alemanha mergulhada numa profunda crise econômica. Quando Hitler foi nomeado chanceler, seu futuro ministro da aeronáutica Hermann Göring forjou um atentado ao parlamento e o atribuiu aos comunistas. Hitler colocou os demais partidos políticos na ilegalidade e passou a perseguir judeus, comunistas e outros segmentos sociais. Um golpe de Estado elevava o nazismo ao poder.

Após dominar boa parte da Europa, o Exército Nazista partiu para a agressão à URSS. Foi então presenciada, dentre outras, a sangrenta batalha de Stalingrado, iniciada no dia 17 de julho de 1942. No dia 31 de janeiro de 1943, Von Paulus, comandante do 6º Exército Nazista, assinou a rendição de sua unidade. Hitler o promoveu a Marechal, patente que na história da Alemanha nunca havia se rendido, o quê não surtiu nenhum efeito.

A famosa fotografia da tomada do Reichstag.

A famosa fotografia da tomada do Reichstag.

As tropas soviéticas avançaram até Berlim. Entre o primeiro e segundo dia de maio de 1945, o soldado soviético Abdoulkhakim Ismailov, fotografado por Yevgeny Khaldei, hasteou a bandeira soviética no telhado da sede do Reichstag. Dias depois, há exatos 70 anos, a Alemanha assinou sua rendição através do Marechal Wilhelm Keitel, conselheiro militar de Hitler.

A história nos ensina o que foram os horrores do nazi-fascismo. O Dia da Vitória, anualmente celebrado na Rússia mesmo após a queda da URSS, é uma data na qual não somente o povo russo, mas a humanidade, recorda o feito dos bravos comunistas soviéticos, que extirparam da face da Terra aquilo que de mais terrível se produziu no seio das relações humanas. A eles o reconhecimento de seu fundamental heroísmo, sem o qual muitos de nós, pertencentes a algum segmento hostil ao nazi-fascismo, sequer poderíamos ler este texto. Ura!

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