SUGESTÃO DE LEITURA

Deixe um comentário

24 de fevereiro de 2015 por Lucas Rafael Chianello

Existem duas Idades Médias: a primeira é aquela na qual imaginamos um imponente castelo governado por um rei justo temente a deus, quando de repente surge num descampado, sobre um cavalo, um herói de capa e espada que após sobreviver a uma triunfante batalha, aparece em busca da mulher amada perante a todos que o davam como morto.

As Batalhas do CasteloA outra Idade Média é aquela muito bem retratada em O Nome da Rosa, de Umberto Eco, estrelada por Sean Connery e Christian Slater. Uma sociedade sem Estado governada pelo poder clerical enquanto o rei nada mais era que o titular de um pedaço de terra (o feudo) ao qual tinha direito por ser o escolhido de deus.

Uma das grandes caricaturas da Idade Média imaginária é o tal bobo da corte, um sujeito imprestável ao trabalho que muitas vezes tido, inclusive, como débil mental, foi agraciado pela piedade real desde que fizesse graças para a corte.

Imagine, pois, que esse bobo da corte é agraciado por um rei no seu leito de morte com o desejo de que ele se tornasse duque e tivesse sua própria corte.

Em As Batalhas do Castelo, Domingos Pellegrini supera as expectativas de uma leitura voltada ao público infanto-juvenil para mesclar as Idades Médias imaginárias e reais com a narrativa de um conto em que um bobo da corte, seus camponeses e suas cozinheiras, todos eles anônimos, são os heróis de uma saga.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: