JOAQUIM BARBOSA E SUA PIADA DE CARNAVAL

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15 de fevereiro de 2015 por Lucas Rafael Chianello

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa condenou diversos réus da Ação Penal 470, vulgo “processo do mensalão”, com base na tal teoria do domínio do fato arguida pelo então procurador geral da república Roberto Gurgel, homem próximo ao ex-senador cassado do DEM (Democratas) Demóstenes Torres, tido por Aécio como um homem digno.

Tramita na Corte Interamericana de Direitos Humanos a denúncia sobre a Ação Penal 470, argumentada sobre o desrespeito ao duplo grau de jurisdição e ao foro por prerrogativa de função. Isso sem contar que conforme adverte Luiz Flavio Gomes, um dos maiores criminalistas do país, Joaquim Barbosa não poderia ter presidido o inquérito que resultou na Ação Penal 470 para depois julgar os réus.

Agora o ex-ministro, que expulsou o advogado de José Genoino da tribuna do STF às vésperas de sua aposentadoria, postou no twitter que a defesa de alguém num processo deve ser jurídica e não política.

No dia 21 de abril de 2013 Joaquim Barbosa foi condecorado com o Grande Colar da Inconfidência pelo então governador de Minas Gerais Antonio Anastasia (PSDB), diante da presença do ainda atual senador Aécio Neves (PSDB), candidato a presidente derrotado nas últimas eleições. Naquela época o processo da Ação Penal 470 encontrava-se na fase de condenação dos réus. Enquanto isso, prescrevia a Ação Penal 536, o chamado “mensalão mineiro” ou “mensalão do PSDB”.

Diante de Joaquim Barbosa, Aécio elogiou a atuação do então ministro ao dizer que o julgamento se tratava de um marco para a institucionalidade e para a democracia.

Porém, a defesa de alguém num processo deve ser jurídica, e não política.

Tudo bem, é tempo de carnaval. Só faltou a fantasia de palhaço.

Todos sorridentes lado a lado, afinal, a defesa deve ser jurídica e não política.

Todos sorridentes lado a lado, afinal, a defesa deve ser jurídica e não política.

Uma condecoração nada suspeita, afinal, a defesa de alguém num processo deve ser jurídica e não política.

Uma condecoração nada suspeita, afinal, a defesa de alguém num processo deve ser jurídica e não política.

E um aperto de mão nada suspeito, pois a defesa de alguém num processo deve ser jurídica e não política.

E um aperto de mão nada suspeito, pois a defesa de alguém num processo deve ser jurídica e não política.

Roberto Gurgel, ao fundo, cumprimenta Álvaro Dias (PSDB/PR) e Demóstenes Torres (DEM/GO). O mesmo Gurgel que denunciou "juridicamente" os réus da Ação Penal 470.

Roberto Gurgel, ao fundo, cumprimenta Álvaro Dias (PSDB/PR, à esquerda) e Demóstenes Torres (DEM/GO, à frente, de costas). O mesmo Gurgel que denunciou “juridicamente” os réus da Ação Penal 470.

Aprendida, portanto, a lição: num processo judicial devemos fazer uma defesa jurídica e não política de nossas argumentações.

Aprendida, portanto, a lição: num processo judicial devemos fazer uma defesa jurídica e não política de nossas argumentações.

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Um pensamento sobre “JOAQUIM BARBOSA E SUA PIADA DE CARNAVAL

  1. Muito bom Chianello, estes canalhas se merecem.

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