20 ANOS DO EXPRESSINHO TRICOLOR

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21 de dezembro de 2014 por Lucas Rafael Chianello

Os títulos brasileiros de 1986 e 1991, os campeonatos paulistas de 1985, 1987, 1989, 1991 e 1992, mais as Libertadores e Mundiais de 1992 e 1993 fizeram do São Paulo o clube de preferência dos jovens que se iniciaram no futebol entre os meados dos anos 1980 até os meados dos anos 1990.

Enquanto para o futebol brasileiro 1994 foi o ano da reconquista da Copa do Mundo, o que não ocorria desde 1970 no México, para o São Paulo seria uma temporada traumática. Era o fim da hegemonia de uma geração após a dura perda da Libertadores para o Velez Sarsfield nos pênaltis, em pleno Morumbi. Eliminado no Campeonato Brasileiro pelo Guarani de Amoroso e Luizão, o São Paulo só voltaria a disputar a Libertadores em 2004.

Porém, um título ainda viria antes do encerramento da hegemonia. A geração de Zetti, Cafu, Ronaldão, Raí, Müller, Palhinha e do Mestre Telê se despediu dos dias de glória com a conquista da Copa Conmebol pelo chamado Expressinho.

Num torneio disputado em sistema eliminatório, o São Paulo passou pela primeira fase ao vencer o Grêmio nos pênaltis, no Morumbi, depois de dois jogos empatados em zero a zero. Rogério, que ainda não batia faltas, converteu a última cobrança de pênalti.

Nas quartas-de-final o São Paulo venceu o Sporting Cristal do Peru por 3×1 no Morumbi e com um empate em 0x0 no jogo de volta, garantiu a classificação para dois jogos eletrizantes contra o Corinthians na semi final.

No jogo de ida, no Pacaembu, vitória tricolor por 4×3, num show particular de Juninho (futuramente Juninho Paulista), que marcou três gols. No jogo de volta, no Morumbi, o Corinthians foi em busca do resultado e venceu por 3×2, o que levou a decisão pela vaga na final nos pênaltis.

Brilhou então a estrela de Rogério, reserva de Zetti na época. Assim como Juninho Paulista, o Ceni veio depois. O futuro ídolo tricolor converteu a terceira cobrança e defendeu as cobranças de Gralak e Leandro Silva. Mais uma vez o São Paulo disputaria a final de um torneio internacional. O adversário seria o tradicional Peñarol do Uruguai, que no ano anterior havia perdido a mesma Copa Conmebol para o Botafogo.

A tradição da escola uruguaia não foi páreo para um clube recém projetado internacionalmente. Apesar de sair na frente do placar, o Peñarol foi vítima de um passeio do Expressinho, dessa vez liderado por Catê, rápido atacante que sempre figurava no banco de reservas do time principal e vez ou outra substituía Müller, Palhinha e Cafu. Com três gols dele, dois de Caio e um de Toninho, o São Paulo foi para o Uruguai podendo perder por até quatro gols de diferença. 6×1 no placar final.

Na finalíssima o Peñarol fez três gols no segundo tempo, mas não era o suficiente. Denílson, Rogério e o técnico Muricy Ramalho, através do Expressinho, conquistavam mais um título internacional para o tricolor. Era o primeiro título de Rogério como titular e de Muricy como técnico.

História escrita no dia 21 de dezembro de 1994, há 20 anos.

Salve o tricolor paulista!

Em pé, da esquerda para a direita: Mona, Rogério, Nelson, Bordon e Ronaldo Luís. Agachados: Pavão, Catê, Toninho, Peireira, Denílson e Caio.

Em pé, da esquerda para a direita: Mona, Rogério, Nelson, Bordon e Ronaldo Luís. Agachados: Pavão, Catê, Toninho, Peireira, Denílson e Caio.

Juninho, com medalha no peito, recebe de Nicolas Leoz o troféu da Copa Conmebol.

Juninho, com medalha no peito, recebe de Nicolas Leoz o troféu da Copa Conmebol.

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