CHIANÉLLICO COPEIRO – O JOGO DAS POTÊNCIAS

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8 de julho de 2014 por Lucas Rafael Chianello

Mesmo com a Itália tetracampeã, as duas grandes potências das Copas são Brasil e Alemanha, que curiosamente enfrentaram-se apenas uma vez em Copas do Mundo, na final de 2002. Com dois gols de Ronaldo, o Brasil se tornou o primeiro pentacampeão mundial.

No entanto, verifiquem os números da Alemanha em Copas do Mundo. Em 19 participações, chegou 13 vezes às semi-finais e sete vezes na finalíssima.

O empate de mais gols marcados em Copas do Mundo entre Ronaldo e Klose é tão somente mais um indicativo do tanto que o encontro pode ser equilibrado amanhã.

Muitos torcem para uma final entre Brasil e Argentina, o que seria a celebração desportiva dos povos sul-americanos colonizados, principal fonte de “pé de obra” dos grandes clubes europeus, que não seriam o que são sem os craques sul-americanos que importam.

Os alemães, que não são bobos nem nada, somam à simpatia que nutriram pelo Brasil elementos para que alguns brasileiros simpatizem-se por eles amanhã. Desde as juras de amor às praias baianas a vestir camisas de clubes brasileiros, como Grêmio e Bahia, por exemplo. Dois tricolores.

Se faltou o tricolor carioca, é porque em alusão ao Flamengo, clube mais popular do país, jogarão de rubro-negro. Torcedores do clube da Gávea se dividem. Uns se policiam para não se deixarem levar. Outros falam em “Flalemanha”.

Pelo lado brasileiro, a suspensão de Thiago Silva eleva o raçudo David Luiz, cada vez mais querido pela torcida devido a sua entrega em campo, à condição de capitão. A interrogação do substituto de Neymar ainda não foi respondida. E assim como os uruguaios diziam que iriam correr por Suárez, os brasileiros juram que correrão pelo seu camisa 10.

Há ingredientes para um grandíssimo jogo. As questões políticas sobre o histórico de exploração do chamado novo mundo pelo velho mundo jamais devem ser esquecidas, mas não é isso que definirá o confronto. Dentro de campo são 11 contra 11, as duas maiores potências do futebol mundial em contraposição. Ambos os times tem jogadores acima de qualquer suspeita em suas escalações, dos goleiros aos pontas esquerdas. Uns em melhores momentos de suas carreiras, outros nem tanto. Equilíbrio total.

O jogo de logo mais é um duelo de uma rivalidade quase inexistente. Em razão do que as duas seleções representam e por valer vaga na final, tem tudo para ser um jogo memorável.

Ao derrotado, a honra. Ao vencedor, a glória.

Lance da final da Copa de 2002. Rivaldo disputa bola com o zagueiro alemão Ramelow. Ao fundo, Felipão.

Lance da final da Copa de 2002. Rivaldo disputa bola com o zagueiro alemão Ramelow. Ao fundo, Felipão.

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