CHIANÉLLICO COPEIRO – O JUSTO CHORO DE QUEM VESTE LUVAS

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28 de junho de 2014 por Lucas Rafael Chianello

Nós que acompanhamos as coisas mais a fundo, dotados de senso crítico, sabemos que há coisas sobre a final da Copa de 1998 que devem ser escancaradas. É simplesmente nojenta a atitude daqueles que impedem o público de conhecer o que realmente se passa nos bastidores.

Bastidor: algo que não deveria existir. Algo execrável que esconde o que todos nós deveríamos saber.

Um livro organizado pelo atual Ministro dos Esportes Aldo Rebelo continha o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito do Futebol/Nike, que constatou dentre outras coisas que alguns jogadores entravam em campo (ainda entram?) por força de contrato. Não, não é teoria da conspiração. “Perdemos para uma França que era e foi melhor”. Sabe de nada, inocente.

Porém, para aqueles que buscam o valor da justiça, das coisas bem feitas e do resultado genuíno, o choro de Julio César após o jogo de hoje tem de ser extremamente considerado.

Na Copa de 2006, diversos críticos apontaram a exagerada descontração e um certo descompromisso de alguns jogadores já tarimbados como os principais motivos para a eliminação do Brasil para a mesma França de 1998. Dessa vez, 1×0. Gol de Thierry Henry. Soma-se a isso uma exagerada cobertura da imprensa sobre os treinos, que Parreira, técnico na época, chamou de big brother e reclamou.

Porém, em 2010, um texto do repórter Julio Gomes Filho, atualmente membro da blogosfera do UOL, apontava que a indiferença da eliminação na Copa da Alemanha foi substituída pela sensação de uma oportunidade perdida na África do Sul. Fazia-se presente o sentimento de derrota sem maquiagem da dura realidade a ser vivida. Nas entrevistas após a derrota para a Holanda, os olhos marejados e lacrimejantes de Julio César.

Se Julio César deveria ter sido convocado depois de ficar meses sem ser relacionado na reserva da segunda divisão inglesa e depois de ter se transferido para o limitadíssimo futebol canadense, é outra história. Quatro anos depois de ser um dos responsabilizados pela eliminação em solo africano, o titular da camisa 12 deu a volta por cima ao defender dois pênaltis. Seu choro após as entrevistas, tanto há quatro anos como hoje, é a demonstração de quem num meio em que muito se desconfia da veracidade dos resultados, vale a pena concebê-lo como um atleta sério e responsável em quem se pode confiar haver trabalho e dedicação ao que faz.

Goleiro brasileiro defende dois pênaltis e é fundamental para classificação do Brasil às quartas de final.

Goleiro brasileiro defende dois pênaltis e é fundamental para classificação do Brasil às quartas de final.

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