CHIANÉLLICO COPEIRO – A SENSAÇÃO DE AINDA NÃO ESTAR PRONTO

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24 de junho de 2014 por Lucas Rafael Chianello

Boa campanha para a primeira fase. Sete pontos conquistados de nove disputados e o primeiro lugar no grupo. Porém, se na vida não basta ser mulher de César, mas parecer mulher de César, no futebol não se tem apenas de vencer, mas de convencer.

O Brasil pode até ter convencido, mas falta o diferencial. Futebol é evolução, aprimoramento. Há de se aproveitar a oportunidade para evoluir nos treinamentos e impor de modo ainda mais forte o devido respeito de um penta campeão mundial.

Neymar é diferenciado. Domina, dribla, parte pra cima, acerta passes e faz gols. Com quatro gols em três jogos, média de mais de um por jogo, é, por enquanto, o artilheiro da Copa.

David Luiz é um monstro na zaga, no que pese Thiago Silva ser o capitão. Porém, para por aí.

A ansiedade para um gol de Fred foi terminar numa bola escorada em que ele estava sozinho debaixo da trave. Limita-se a fazer o pivô e ficar parado no centro da área quando o time está com a bola, o que atualmente se chama de cone. Podem ver que no Fluminense a mobilidade dele é maior.

Oscar e Hulk simplesmente não criam. A melhor saída de bola se dá quando David Luiz infiltra-se na meia esquerda, pois Luiz Gustavo e Paulinho não ajudam na saída de bola. Quando David Luiz não consegue conduzir a bola até o meio campo, sobram os lançamentos de Thiago Silva. Da dupla de volantes aproveita-se apenas as roubadas de bola de Luiz Gustavo. Na saída de bola ele é limitadíssimo, no que pese o passe para o primeiro gol de Neymar.

A entrada de Fernandinho foi providencial. Ocupou-se espaços no meio campo antes não ocupados e por duas vezes ele participou de gols brasileiros. Deu o passe para David Luiz cruzar para Fred e apareceu na área para chutar de bico à là Romário no canto direito do goleiro camaronês. Se em 1982 pedia-se para Telê a entrada de Paulo Isidoro no lugar de Serginho Chulapa, o coro da imprensa desportiva e da torcida brasileira já é uníssono pela entrada de Fernandinho.

Em meio a tudo isso, o único gol marcado por Camarões na Copa demonstra a fragilidade de Daniel Alves na marcação.

O Brasil pode ganhar a Copa que disputa em casa? Claro que pode. Tem jogadores credenciados para isso, como nos outros times que são dados como candidatos a levantar a taça. Porém, precisa melhorar. Não há mais bobo no futebol, como se tem dito à exaustão ultimamente.

Encontra-se o mais próximo possível da perfeição na medida em que defeitos são corrigidos. Se Felipão os corrigir, o caminho para o título se encurta e o Brasil impõe mais seu respeito antes mesmo dos jogos começarem. Do contrário, a exploração pelos adversários de falhas visíveis desde a estreia podem custar uma eliminação a qualquer momento. Só há, agora, próximo jogo em caso de vitória.

Observação – 100

O Brasil chegou hoje a 100 jogos disputados em Copas do Mundo. E segundo nosso leitor Diogo Costa, o Brasil marcou hoje, contra Camarões, o centésimo gol desta edição da Copa do Mundo.

Fernandinho entra, participa e marca. Sentimento de que o ciclo de Paulinho no time titular esgotou-se.

Fernandinho entra, participa e marca. Sentimento de que o ciclo de Paulinho no time titular esgotou-se.

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