CHIANÉLLICO COPEIRO – O ESTRANHO CASO DA TURMA DO CHAVES

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23 de junho de 2014 por Lucas Rafael Chianello

O futebol mexicano ainda é extremamente precário quanto às suas relações de trabalho. No Brasil, durante muito tempo vigorou o instituto jurídico do passe na relação de trabalho entre jogadores e clubes. Se não é assim no México, é algo muito parecido.

Maior expoente do futebol mariachi, Hugo Sánchez denuncia ser regra o impedimento de jogadores se transferirem de um clube para outro.

Quem já leu Futebol ao sol e à sombra, de Eduardo Galeano, sabe que em nenhum lugar do mundo a telecracia é tão dominante como na terra de Roberto Bolaños. Os principais clubes do país pertencem aos principais grupos de comunicação.

O México, atual campeão olímpico, campeão da Copa das Confederações de 1999, um dos países que mais participou de Copas do Mundo (sim, procurem saber sobre) e já sediou dois mundiais, passou, num determinado momento da história de seu futebol, a disputar campeonatos além da circunscrição da Concacaf, visando melhorar o nível de seu futebol.

Sempre dividindo com os EUA a hegemonia das Américas Central e do Norte nos últimos anos, a classificação para figurar no grupo do Brasil não veio fácil. Uma sequência de maus resultados nas eliminatórias resultou em seguidas trocas de técnico. Quando veio para a Copa das Confederações, veio em frangalhos.

Pois como ouvimos quando somos adolescentes ao aprender a ler o futebol, se trata de uma caixinha de surpresas. Em meio aos problemas estruturais de longa data e o desempenho ruim nas eliminatórias, imaginava-se um México tão fragilizado quanto na Copa das Confederações.

Classificaram-se com os mesmos sete pontos do Brasil. Só não lutaram até o último minuto do jogo contra a Croácia pelo primeiro lugar no grupo, decidido no saldo de gols, porque na primeira rodada dois gols legítimos contra Camarões foram anulados.

Se bobearem, os adversários das próximas fases muito poderão escutar a torcida mexicana cantar, das arquibancadas, “ai, ai, ai, ai, canta y no llores.”

Um pulo e o soco no ar: o capitão Rafa Márquez comemora seu gol, que abriu o placar contra a Croácia.

Um pulo e o soco no ar: o capitão Rafa Márquez comemora seu gol, que abriu o placar contra a Croácia.

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