CHIANÉLLICO COPEIRO – CHOCOLATE. Ô, O CARROSSEL VOLTÔ?

1

14 de junho de 2014 por Lucas Rafael Chianello

Partida disputada em Salvador, Bahia. Se Maurício de Nassau pretendia, a serviço da Holanda, conquistar a região nordeste brasileira, Robben, Sneijder e van Persie trataram de fazê-lo séculos depois. Não teve como não se render ao exímio futebol jogado pelos holandeses quando passaram a buscar o resultado após a Espanha abrir o placar num pênalti inexistente. Diego Costa pisou no seu marcador holandês, que estava com a perna dobrada.

Aliás, gente, deixem o Diego Costa em paz. Não faz sentido nenhum vaiá-lo porque se naturalizou espanhol. Ninguém foi prejudicado com isso.

Para a Copa passada a Holanda chegou como uma das favoritas. Tinha um ótimo time, com diversos jogadores conhecidos internacionalmente. Do goleiro ao ponta esquerda, como diziam os antigos. Porém, o futebol não era o mesmo. O jogo baseado na base da força e no exagerado poder de marcação fez com que o próprio Johann Cruyff, principal astro da laranja mecânica de 1974, declarasse que aquela seleção não o representava.

Coube a um time comandado por Louis van Gaal dar uma nova velha cara para a Holanda. Se não é o Carrossel Holandês, a Laranja Mecânica de 1974, pelo menos muito lembrou-se daquele time em dois aspectos: o preparo físico e a coragem da tática diferente. Era nítido que os jogadores holandeses terminaram a partida muito mais inteiros, como se diz na gíria do futebol, do que os adversários. Porém, enquanto praticamente padronizou-se um 4-2-3-1 na formação de clubes e seleções nos últimos tempos, van Gaal mandou a campo uma escalação nada convencional no 3-4-3, com um forte ataque formado por Robben, Sneijder e van Persie, apesar de Sneijder ser, originalmente, o chamado homem de ligação entre o meio campo e o ataque.

A bem da verdade Sneijder ainda tem muita lenha pra queimar e pode jogar um bom futebol, mas quem se encontra nas grandes fases de suas carreiras são os atacantes canhotos van Persie e Robben, peças fundamentais de Manchester United e Bayern de Munique, respectivamente. E foram precisas assistências do também canhoto Blind, do bom e velho Ajax, que iniciaram a exuberante vitória holandesa.

Difícil apontar qual o gol mais bonito. Van Persie surpreendeu Casillas num belo peixinho raramente visto enquanto Robben, em seus dois gols, literalmente deixou a zaga espanhola no chão. Dizem que no segundo gol do endiabrado careca, um “rasteja, verme” foi mandado para o goleiro espanhol.

Escrevíamos ontem neste Blog Chianéllico que três jogos marcam uma Copa do Mundo: a partida inaugural, um confronto épico entre as oitavas de final e as semifinais, e a finalíssima. Se batalhas campais não ocorrerem durante a fase de “mata mata”, a goleada holandesa com saboroso gosto de vingança terá entrado para a história desta Copa como o jogo épico inesquecível. Porém, se alguma épica batalha ocorrer, terá de dividir os louros com o jogo de ontem.

Van Persie e Robben: nova versão do Carrossel e da Laranja Mecânica?

Van Persie e Robben: nova versão do Carrossel e da Laranja Mecânica?

Anúncios

Um pensamento sobre “CHIANÉLLICO COPEIRO – CHOCOLATE. Ô, O CARROSSEL VOLTÔ?

  1. Eu nem citaria o Sneijder…jogou mal, e há muito não se encontra mais no mesmo nível de seus compatriotas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: