DISCURSO DE RAÚL CASTRO NO FUNERAL DE NELSON MANDELA

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14 de dezembro de 2013 por Lucas Rafael Chianello

Raul discursa no funeral de Nelson Mandela.

Raul discursa no funeral de Nelson Mandela.

Discurso do General do Exército Raúl Castro Ruz, Presidente dos Conselhos de Estado e Ministros, no funeral do líder histórico sul-africano Nelson Mandela, em Joanesburgo, em 10 de dezembro de 2013, “Ano 55 da Revolução”:

Presidente Jacob Zuma;

Familiares de Nelson Mandela;

Altos dignatários;

Povo irmão da África do Sul.

Rendemos emocionado tributo a Nelson Mandela, a quem se reconhece como símbolo supremo de dignidade e de firme consagração da luta revolucionária pela liberdade e pela justiça; como um profeta da unidade, da reconciliação e da paz.

Juntos a seus companheiros de luta, dirigiu seu povo na batalha contra o apartheid, para abrir o caminho a uma nova África do Sul, sem racismo e unida na busca da felicidade, da igualdade e do bem estar de todos os seus filhos, para superar as sequelas do colonialismo, da escravidão e da segregação racial. Exemplo de integridade e perseverança, logo encabeçou um esforço dirigido à eliminação da pobreza, à redução da desigualdade e da criação de oportunidade para todos.

Mandela é um exemplo insuperável para a América Latina e o Caribe, que avançam para a unidade e a integração, em benefício de seus povos, respeitosos de sua diversidade, com a convicção de que o diálogo e a cooperação são o caminho para a solução das diferenças e da convivência civilizada com aqueles que pensam diferente.

A humanidade não poderá responder aos desafios colossais que desafiam sua própria existência, se não o fizer mediante uma nova união de esforços entre todas as nações, como a vida de Mandela preconiza.

Cuba, que leva em suas veias sangue da África, surgiu na luta pela independência e pela abolição da escravatura e, posteriormente, teve o privilégio de combater e construir junto às nações africanas. Jamais esqueceremos a emocionante homenagem de Mandela a nossa luta comum, quando nos visitou, em 26 de julho de 1991, e disse que “o povo cubano ocupa um lugar especial nos corações dos povos da África.”

Recordou de sua cativante amizade com Fidel Castro, símbolo da irmandade entre africanos e cubanos, que assim se expressou: “Nelson Mandela não entrará para a história pelos 27 anos que viveu encarcerado sem ceder jamais suas ideias; passará porque foi capaz de arrancar de sua alma todo o veneno que pudesse criar castigo tão injusto; pela generosidade e sabedoria com que na hora da já irreprimível vitória soube dirigir tão brilhantemente a seu abnegado e heroico povo, sabendo que a nova África do Sul não poderia jamais ser construída sobre fundações de ódio e vingança.

Honra e glória eternas a Nelson Mandela e ao heroico povo da África do Sul!

Muito obrigado.

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