PENSATA SOBRE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E SEGURANÇA

Deixe um comentário

16 de setembro de 2013 por Lucas Rafael Chianello

A China é um dilema.

Quando se referem a ela como exemplo de potência econômica, o marxismo e o maoísmo foram renegados em nome de teorias e práticas econômicas liberais modernas.

Mas quando se fala em supostas (não tenho provas) condições de trabalho precárias, que remetem à escravidão e ao subjugamento da mulher, as mais ferozes críticas se direcionam à China de modo a culpar o marxismo e o maoísmo pelos resquícios de feudalismo existentes no país.

“O tolhimento da liberdade na China é tanto que nem o Google se pode acessar lá”, diria alguém indignado com uma suposta falta de liberdade de expressão e comunicação na internet chinesa.

Pensemos um pouco, pois.

Recentemente, o Brasil descobriu um mega esquema de espionagem por parte do governo estadunidense.

Notícias sugerem que uma pane de cinco minutos nos serviços do Google, no último dia 16 de agosto, numa sexta-feira, fez o tráfego da internet mundial cair 40%! Praticamente metade do mundo ficou virtualmente às escuras por causa da pane num servidor sediado… aonde? Nos EUA.

Em terras tupiniquins, a imensíssima maioria dos computadores com acesso a internet, tanto na esfera pública quanto na esfera privada, possuem sistemas operacionais Windows e normalmente os usuários tem no Google seu mecanismo de busca, de acesso a e-mails, etc.

Ora, alguém possui o mapeamento desse sistema cujo alcance é mundial! Alguém detém o controle de todos os tentáculos! Logo, esse mesmo alguém sabe onde estão as brechas para se obter dados de terceiros.

Se é o caso dos computadores do Governo Federal terem software livre, até onde o referido software está livre destes tentáculos?

Partindo da premissa de que na atualidade os serviços de inteligência militar dos mais variados países tem seus expertos em tecnologia da informação, a não permissão do Google na China parece alcançar horizontes muito além da questão de liberdade de informação na rede mundial da computadores.

As comunicações e informações, vitais para a segurança de um país, estão, no Brasil, nas mãos de grupos privados. Estrangeiros, diga-se de passagem.

O Estado estadunidense tem responsabilidade, sim, na obtenção sorrateira de informações sobre o Brasil. Mas quanto a defesa do sigilo das nossas informações e a transferência e manutenção de nossas comunicações nas mãos de grupos estrangeiros privados, de quem é a responsabilidade?

O que fazer para se desenvolver uma tecnologia estatal da informação imune à obtenção de dados por estrangeiros?

Qual a proposta do Marco Civil da Internet?

Ao que parece, a China já superou este debate e se encontra em segurança quanto aos seus dados.

Gentileza corrigir o autor se ele estiver errado. Total ou parcialmente.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: