GLÓRIA AO COMANDANTE

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29 de julho de 2013 por Lucas Rafael Chianello

Se no dia 5 de março deste ano fomos noticiados da morte do Presidente Hugo Chávez, ontem, na Venezuela (claro, a mídia não te mostrou isso), ocorreram diversas celebrações que comemoraram a data do seu nascimento, há 59 anos, na cidade de Sabaneta, província de Barinas.

Mil vezes preferível que o comandante estivesse vivo. Todavia, o lado bom de sua morte, por mais dolorosa que tenha sido a perda, foi a comprovação de que o chavismo não é apenas um projeto político de socialismo para a Venezuela, mas sim um ponto de partida mundial teórico e prático perfeitamente adaptável às peculiaridades de cada realidade específica.

Iniciando na Venezuela, passando por países da América, inclusive os EUA, continuando por países europeus, onde até em partidas de futebol torcidas organizadas de grandes times nacionais exibiram faixas de reverência ao então mandatário venezuelano, terminando no Oriente Médio, onde exibiam fotografias de Chávez com trajes típicos da região, as diversas manifestações de pesar deixaram muito bem explícito o significado do chavismo ao redor do mundo.

Acima de tudo, no que pesem as honrosas resistências de países que não permitiram seus modelos socialistas sucumbirem com o Muro de Berlim, Chávez é o principal responsável por recolocar o socialismo democrático na agenda do século XXI. Para ele, o socialismo deve ser necessariamente democrático. Do contrário, não é socialismo.

Substituir Chávez não é fácil, por isso todo apoio a Nicolás Maduro, seu sucessor, deve ser concedido. Maduro reforçou o chamado “Gobierno de Calle” (Governo de Rua), que conforme resolução da Assembleia Nacional, “é um modelo que consiste na presença de entes governamentais nacionais, regionais e locais, do poder popular e do Partido Socialista Unido da Venezuela, nos setores mais desassistidos para avaliar as condições sócio-econômicas das comunidade e solucionar seus problemas nas medidas das possibilidades”.

A vitória eleitoral apertadíssima sobre o opositor Henrique Capriles foi a do maior desafio imediato do chavismo: continuar através de um sucessor. A oposição tentou de todas as formas macular a vitória, mas abandonou a própria auditoria que solicitou junto ao Comitê Nacional Eleitoral e Maduro, de uma vez por todas, foi ratificado Presidente constitucional.

Se os números não mentem, então eles mostram que a Venezuela quer continuar chavista. Além da vitória eleitoral, Maduro, em 100 dias de governo, verifica pesquisas de opinião aprovarem o Gobierno de Calle em 62% dos entrevistados. Sem dúvida alguma o melhor presente que Chávez poderia ganhar em seu aniversário de 59 anos.

Presidente Maduro em Maracaibo: Gobierno de Calle a todo vapor.

Presidente Maduro em Maracaibo: Gobierno de Calle a todo vapor.

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