APÓS A BANDEIRADA: NÃO É EXCLUSIVIDADE DA FERRARI

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24 de março de 2013 por Lucas Rafael Chianello

Uma das coisas na qual muito reparei no final do ano passado foi o ódio anti-ferrarista devido ao favorecimento a Alonso. Puro revanchismo barato, pura patriotóide do tipo ame-o ou deixe-o. Alonso no ano passado levou a Ferrari nas costas até que a equipe tivesse um ritmo melhor que o permitisse disputar o título de igual para igual com os demais.

Por erro da equipe, hoje Alonso perdeu pontos que podem fazer a diferença no final. Estávamos somente na segunda etapa do ano e depois de ter a asa dianteira danificada, bastava a equipe chamá-lo aos boxes para trocá-la. A insistência com ele na pista não durou muito e lá se foram pontos preciosos.

Já que estamos falando de Ferrari, vamos aproveitar para falar de Massa. Largou mal partindo da segunda posição e com Alonso fora, teve toda a equipe à sua disposição. Tímido quinto lugar na bacia das almas, depois de uma troca de pneus que o fez voltar mais rápido que Kimi, Grosjean e Perez no último pit-stop. Mais uma vez fica bem claro que na soma das constâncias, o ritmo de corrida de Alonso é muito mais forte.

Fosse Webber que tivesse desobedecido, a cara seria mais feia ainda.

Fosse Webber que tivesse desobedecido, a cara seria mais feia ainda.

E ficou muito bem claro nessas últimas voltas malaias que jogo de equipe, diferença de tratamento e favorecimento não são exclusividades da Ferrari. Houve um “tragam as crianças para a casa” quando Webber liderava a prova. Vettel quis brincar mais, ultrapassou e venceu. Parabéns a ele, isso é o que se espera de um tricampeão do mundo. O problema nisso tudo é que uma ordem de equipe foi desobedecida. Tivesse sido o contrário, mandariam Webber para o Vaticano com pedido de excomunhão automática.

A Mercedes melhorou mesmo. Mas que foi um “joguinho de comadres” esse negócio de não deixar o Rosberg ultrapassar o Hamilton, isso foi. Há uma informação no sentido de que o inglês levantou o pé porque seu combustível estava acabando. Com ou sem combustível, ele era nitidamente mais lento. Ora, então porque não chegar na frente o equipamento mais inteiro, que no caso era de Rosberg? Espalharam a farofa do filho do Keke, obediente por demais.

Chuva antes da prova, corrida com pista seca. Não chegaram sequer a cinco voltas com pneus intermediários. Alonso saiu logo na segunda volta, Kimi e a Lotus ficaram para trás e a emoção (aquilo que se mais cobra) ficou por conta da disputa caseira pela liderança e o joguinho de comadre prateado, que vão render nas próximas semanas comentários maldosos, tratados de disputa interna e teses de mestrado sobre jogos de equipe.

Assim vamos ao GP da China, também às cinco da manhã, daqui a três semanas. Que da próxima vez o Hamilton não erre ao parar no pit-stop. Cena totalmente inusitada.

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