CARIOCADAS

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11 de março de 2013 por Lucas Rafael Chianello

Primeiramente, todo respeito ao Vasco. O clube vive um momento difícil, resultado do estrago proporcionado pelo Eurico Miranda que ainda se refletirá por muitos e muitos anos no clube. Do que vi hoje, já sou mais otimista com o cruzmaltino de São Januário: em tempos nos quais se precisa de elenco, o 11 titular não é tão ruim assim. Jogando da forma que jogou hoje, com um pouquinho, mas pouquinho mesmo mais de ousadia, dá para aguentar as pontas no Brasileirão.

Como não há omelete sem ovos, paciência será uma grande virtude, pois com esse time nem sempre os resultados positivos virão. Como não veio hoje, depois de hercúlea resistência rompida quando se chegava na hora da verdade, como costuma dizer o competente locutor Teo José.

Antes de discorrer sobre o jogo em si, uma pergunta: quando vão reconhecer os méritos do Botafogo? Na semana passada, o Flamengo não deu um chute a gol sequer no primeiro tempo. No segundo, apareceu a figura do intransponível goleiro Jefferson para que no FantástiCU, no melhor modo desorganizações grobo bosta de se fazer jornalismo*, fosse reportado acintosamente que o Flamengo ficou na barreira da arbitragem. Sim, literalmente nestas palavras. Mas também tiveram faltas e penalidades máximas no jogo não marcadas para o Botafogo.

Hoje, no melhor estilo sempre-tem-de-haver-algum-defeito, SÓ o colunista da ESPN Brasil, Mauro Cezar Pereira, comentou que novamente a arbitragem beneficiou o Botafogo. Nem o Vasco reclamou do lance.

Enfim, vamos ao jogo e ao Botafogo.

Ainda que o alvinegro tente ser um clube sério e modelo no Brasil, muita coisa ainda há de melhorar. Não é privilégio dele, mas continua figurando como um clube inviável que de tempos em tempos é manchete por atrasar o salário do seus jogadores.

Diante de diversos triunfos da atual diretoria, uma mancha: aceitar, de cabeça baixa, o pacote das desorganizações grobo bosta sobre as cotas de TV. No melhor estilo abaixa-a-cabeça-e-obedece-sem-questionar, não se viu o melhor para o clube ao aceitar um pacote no qual outros clubes ganharam fatias maiores, enquanto havia a proposta de um outro pacote no qual todos receberiam a mesma quantia. Quem receber mais, vai poder contratar melhor, pagar os melhores salários e, consequentemente, ter os melhores jogadores. Logo, o Botafogo já começa qualquer campeonato em desvantagem.

Hoje, resultado mais do que justo acompanhado de uma pitada de sorte. Ainda no início, uma falha de marcação permitiu ao adversário uma linha de passe dentro da área que resultou numa canelada do Carlos Alberto e poderia mudar toda a história do jogo. Fora isso e mais três defesas de Jefferson (voleio de Carlos Alberto e duas faltas cobradas pelo excelente batedor Felipe Bastos), o Botafogo se impôs como um campeão, foi soberano e numa bela colocada de Lucas no canto esquerdo adversário, após passe açucarado de Bolívar, veio o gol do título.

O mesmo Lucas que falhou na marcação de Carlos Alberto no lance que quase abriu o placar no início do primeiro tempo.

Se defender também é uma virtude, apesar do rótulo da retranca e do ferrolho. Assim o Chelsea eliminou o Barcelona em pleno Camp Nou quando depois se sagrou campeão europeu. Porém, o objetivo do jogo é o gol e em muitas vezes a tática morcego, todos pendurados debaixo da trave para se impedir o gol do adversário, não dá certo. Aí, quando se tenta o gol, pode ser tarde.

No chamado mata mata, no qual agora tem a vantagem do empate quem faz a melhor campanha da fase de grupos do campeonato carioca, o Botafogo cresceu na hora certa, reverteu duas vantagens de empate e desde 2006 (exceto em 2011) está novamente na final do estadual.

Pelos jogos contra o Flamengo e de hoje, méritos incontestáveis. Se vier o título, seja na Taça Rio ou na finalíssima, que seja pelos méritos também. Acima de tudo, o Botafogo precisa de ser milhões de vezes mais eficiente em nível nacional do que tem sido em nível estadual. Assim, somente assim, a torcida poderá cantar “esse é o Botafogo que eu gosto, esse é o Botafogo que eu conheço”.

Jefferson ergue a tradicional Taça Guanabara

Jefferson ergue a tradicional Taça Guanabara

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