CAIU NA REDE É PEIXE

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17 de fevereiro de 2013 por Lucas Rafael Chianello

Mas os tubarões te comem e você não vê nada. A verdade é que precisamos urgentemente de uma reforma política. Neste ponto, concordo plenamente com uma pessoa muito querida quando discutia o assunto com ela durante esta semana: há 10 anos temos um governo democrático popular no Brasil que pouco fez e mobilizou a sociedade para promover a reforma política.

Hoje, quando tomava o ônibus, via um homem e uma mulher discutindo o partido fundado pela ex-PT e ex-presidenciável pelo PV, Marina Silva. Com uma fala concordei: “pra que tantos partidos”? Mas de outra discordei: “não sei nem porque somos obrigados a votar. São cada vez mais partidos para roubarem cada vez mais”. Sim, há algumas posições de homens e mulheres do povo demasiadamente conservadoras que infelizmente muito contribuem para a manutenção do status quo. Posições de massas de manobra que há quase 50 anos estavam na “Marcha da família com deus pela liberdade”. Pilhar o erário é crime dos piores, é furtar o dinheiro de todos nós. Porém, conforme já nos manifestamos em outras oportunidades e vamos sempre bater nesta tecla, criminalizar a política é o primeiro passo para a ditadura.

Vamos, portanto, ao ponto no qual concordamos. Eu e essa mesma pessoa querida mencionada no início da postagem concluímos que saímos de um modelo partidário totalmente inaceitável, o bipartidarismo da horrenda ditadura militar que nos assombrou, para entrarmos num modelo pluripartidário totalmente inundado de siglas que não representam qualquer projeto político.

Rede: a vitória pessoal de Marina articulada por ela mesma.

Rede: a vitória pessoal de Marina articulada por ela mesma.

Raríssimos são os partidos que realmente representam um projeto político a ser ofertado para a população. O resto são siglas que apenas servem de instrumento para alavancar carreiras solo. E o partido fundado por Marina Silva é isso: a instrumentalização de uma sigla para tentar alavancar a carreira de uma ativista política que perdeu o debate interno nas siglas em que esteve anteriormente A tal Rede, ou Rede Sustentabilidade, ontem fundada, não é o partido da reforma agrária ou do agronegócio, não é o partido das relações internacionais multilaterais com EUA e América Latina, tampouco o partido que defende o meio ambiente dos seus agressores. A Rede (Sustentabilidade) é um partido apolítico afim de alavancar o voo solo de Marina.

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