REVOLUÇÃO CUBANA, 54

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1 de janeiro de 2013 por Lucas Rafael Chianello

Havana, 1/1/1959

Camilo, Fidel e Che chegam em Havana: 1/1/1959

“Em 1º de janeiro de 1959, ao tomar a cidade de Havana e derrubar a ditadura, o Exército Rebelde contava com 40 mil combatentes e apoio massivo do povo cubano. Batista fugiu do país e as forças ditatorias se renderam”.

O trecho acima foi extraído do fascículo 1 da série Cuba Sem Bloqueio, especial da Revista Caros Amigos sobre a Revolução Cubana e sua perspectiva do fim de um bloqueio econômico, cada vez mais sem sentido, imposto por revanche política ianque. Outra ótima sugestão de leitura é o livro homônimo da série, de autoria dos leitores Antonio Gabriel Haddad e Hideyo Sato.

Dias atrás terminei de ler Futebol ao sol e à sombra, de Eduardo Galeano. Ao relatar o que acontecia no mundo durante as Copas do Mundo, ele sempre escrevia que fontes de Miami garantiam que Fidel despencaria em questão de horas. Daqui a dois anos as terras tupiniquins voltam a sediar uma edição do maior torneio futebolístico de seleções e Cuba, mesmo depois da queda da União Soviética, segue firme seu caminho socialista.

Creio que a maior desgraça de Cuba, entretanto, não é o bloqueio econômico imposto pelos EUA, mas sim o ódio gratuito que setores da sociedade e indivíduos nutrem por Fidel Castro. É incrível como difamam gratuitamente, sem conhecimento de causa, como se Fidel fosse um assassino em série que tivesse matado todos de suas famílias em chacinas friamente calculadas. Além do bloqueio econômico, a grande adversidade de Cuba no século XXI será essa: enfrentar uma sociedade capitalista onde intelectuais estão em dúvidas e imbecis cheios de certezas.

Mais engraçado ainda é vermos brasileiros de classe média reclamarem que o dinheiro dos nossos impostos não geram serviços públicos de qualidade, que tem gente morrendo na fila do SUS e que o Brasil é penta campeão porque futebol não se aprende na escola. E depois disso nos vomitam o velho lugar comum da Guerra Fria: “se você acha Cuba tão bom, por que não muda pra lá”?

Pois o meu desafio seria outro: se somos um país capitalista livre para nos relacionarmos com todos os países do mundo, por que oferecemos educação e saúde pública precárias e Cuba, a versão terráquea do inferno, não tem fila em hospitais (todos públicos) e nem analfabetos?

Cabe tão somente a nós entendermos que o destino de cada povo deve ser escolhido por ele mesmo. Cuba, quer queira, quer não, escolheu edificar o socialismo sob a liderança de Fidel Castro debaixo do nariz do seu vizinho, que ao invés de levar médicos e professores para os demais países do mundo (muitas vezes sem pedir nada em troca), leva bombas, tanques, mortes e a desesperança.

No dia que outros países tiverem seus primeiros de janeiro como Cuba teve em 1959, aí sim teremos muito mais razões para acreditar na sinceridade de um voto de feliz ano novo.

E antes de continuarem falando asneiras por aí, assistam ao vídeo abaixo. Fiquem tranquilos, não se trata de “propaganda oficial de regime comunista”.

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